Os rumos da aprendizagem flexível, distribuída e a distância

Palestra de Frederic Litto, realizada na FAE-UFMG, de 9 as 13hs, da última sexta, dia 4 de maio.

Litto falou durante uns 15 minutos sobre a ABED e seus livros, ou seja, foi a parte comercial da palestra. O que achei interessante foi que, no congresso da ABED, que se realizará em Maranhão, em setembro, um dos palestrantes será o Prof. Ormond Simpson, da Open University, que irá falar sobre “como detectar alunos propícios a evadirem cursos a distância”.

O restante da palestra de Litto, que durou umas 3 horas, abordou os tópicos relacionados abaixo.

Em vez de “educação a distância”, Litto prefere a expressão “aprendizagem flexível, distribuída e a distância”.

Ele começou comentando sobre a quantidade de artigos científicos existentes hoje, que passa de 100 mil. Isso significa que nenhum especialista consegue acompanhar tudo de sua área. Assim, todo educador deve sempre ter a ideia de que a aprendizagem, para a sua profissão, tem que existir durante toda a vida, afinal, o conhecimento e a informação estão em constante mudança e transformação.

Apresentou alguns dados sobre a história da EAD, que se iniciou na Universidade de Londres, em 1858 e citou alguns famosos que já cursaram algum tipo de curso de educação a distância. Deu o exemplo do Mandela que, na prisão, fez o curso de Direito a distância.

Sobre as vantagens do e-learning, dentre várias já conhecidas, citou a possibilidade de mineração de dados, através de relatórios que podem ser gerados, com o auxílio da tecnologia.

Dentre as mudanças da EAD, apresentou uma nova expressão para os ambientes educacionais: “ambientes pessoais de aprendizagem”, que é centrado no perfil do aluno, ou seja, o conteúdo é ensinado de acordo com a forma e a capacidade de aprendizagem de cada um.

A parte mais extensa da palestra contou com os “assuntos mais quentes em EaD”, expressão utilizada pelo próprio Litto. Achei interessante pois alguns deles áreas de pesquisa do grupo AVACEFETMG. Esses assuntos são os seguintes:

– Objetos de aprendizagem:

Sobre os Recursos Educacionais Abertos, que seriam os objetos de aprendizagem disponibilizados na internet de graça, deixou a seguinte questão: como é a qualidade desse material? Abordou os conceitos de reusabilidade e de atomização de material didático (granularidade). Frisou o fato de serem facilmente “achados”, acessados, atualizados, “costurados” e intercambiados, através da internet.

Na preparação dos objetos de aprendizagem, o uso de metáforas e a conversa com o conteudista é essencial.

Foram apresentados exemplos de objetos de aprendizagem direcionados para o ensino médio do site: LabVirt. Litto comentou que existem exemplos de objetos de aprendizagens abertos para alunos do ensino superior nos sites da Open University e da MIT.

– Desempacotamento das funções em EaD (terceirização) e ensino por contrato.

– Redes sociais – facebook, twitter, wikis e blogues: nesse caso, indicou a leitura de “O culto do amador”, de Andrew Keen, que trata do perigo existente nas opiniões disponibilizadas nesses meios por especialistas e não-especialistas nos assuntos comentados.

E-books.

– “Appification” da aprendizagem: jogos e outros objetos de aprendizagem disponíveis em diferentes suportes digitais móveis, tais como smartphones e tables.

– Aprendizagem apoiada pelos pares.

– “Bibliotecas sem paredes”: que seria o mesmo de bibliotecas virtuais ou digitais.

– Badgets: distintivos geralmente aplicados na educação não-formal. Exemplo: http://wiki.mozzilla.org/badgets

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