Brain rot na educação: pesquisa do AVACEFET é tema de entrevista na Gama Revista

O artigo Neurociência e cultura digital: estratégias para reduzir os efeitos do brain rot em contextos educacionais (Revista Pedagogia em Ação, PUC Minas), premiado em inovação científica no Brain Connection, investigou como as redes sociais podem ser ressignificadas como ferramentas educativas para mobilizar a atenção e favorecer a aprendizagem. A pesquisa foi realizada no Portal de Periódicos da CAPES e é assinada pelas pesquisadoras do AVACEFET: Márcia Gorett Ribeiro Grossi, Flávia Cecília Abrahão Morais Leandro, Jociele de Abreu da Silva, Josiane Cristina Cavalcante, Luciana Santo da Cruz.

O que o estudo revela: o brain rot que é o declínio cognitivo associado ao consumo excessivo de conteúdos digitais superficiais, compromete os mecanismos de atenção ao estimular a gratificação instantânea e a resistência a tarefas cognitivas mais exigentes. A atenção envolve três circuitos neurais integrados e quatro modalidades: seletiva, sustentada, dividida e alternada.

A entrevista: a pesquisadora Josiane Cavalcante, uma das autoras do estudo, concedeu entrevista à Gama Revista (UOL) sobre o tema. Ela explicou que o brain rot está associado à manipulação dos mecanismos de recompensa do cérebro pelas plataformas digitais sendo que o consumo de vídeos curtos induz a liberação de dopamina e destacou a grande concorrência entre as plataformas digitais e o ambiente escolar pela atenção dos alunos, com estratégias sofisticadas de neuromarketing.

O caminho proposto:  em vez de tratar a tecnologia como vilã, o estudo propõe ressignificá-la. Por meio do studygram, o Instagram se transforma em espaço de aprendizagem colaborativa, no qual os alunos produzem seus próprios resumos de aulas e leituras, prática que mobiliza autonomia e disciplina. Como resume a pesquisadora: “A tecnologia não é inimiga, nem melhor amiga. É uma ferramenta e deve ser usada com olhar crítico.”

Leia na íntegra

A discussão é ampla e envolve neurociência, cultura digital e práticas pedagógicas. Para se aprofundar no fenômeno do brain rot, nas evidências levantadas pelas pesquisadoras e nas estratégias propostas para enfrentá-lo na escola, vale a pena ler o artigo completo na Revista Pedagogia em Ação, da PUC Minas, e conferir a entrevista de Josiane Cavalcante na Gama Revista:

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